Com os kobolds voadores – que acabamos de descobrir que existiam, para minha surpresa – finalmente mortos, avançamos para a próxima sala. Era apenas um aposento onde, aparentemente, os kobolds dormiam. Um lugar fétido, com palha espalhada pelo chão, onde eles se amontoavam como animais. A cena era deplorável, mas não havia tempo para sentimentalismos.
Seguindo em frente, a próxima sala estava ainda mais fedida. Era um local onde os dragonetes eram mantidos presos atrás de grades, e chicotes de treinamento, gastos pelo uso, eram encontrados pendurados na parede. Não tínhamos a intenção de entrar em uma luta desnecessária, mas também não podíamos deixar ameaças em nossa retaguarda. Matamos os dragonetes à distância com flechas, enquanto Seraphina protestava veementemente, seu amor pelos animais sempre aflorado. Mas a necessidade era clara: precisávamos acabar com aqueles que poderiam nos atacar pelas costas.
Peguei para mim um dos chicotes – nunca se sabe quando uma boa ferramenta de persuasão pode ser útil – e algumas tochas. Coloquei-me à frente. A próxima tarefa era subir uma encosta de pedra usando uma escada de madeira, e eu não queria que o barulho de Hector atraísse atenção desnecessária. Então, subi à frente, cuidadosamente, cada passo medido para não alertar o que quer que estivesse acima.
Chegando no topo, estava novamente em um platô, como a entrada da caverna. O lugar parecia seguro, e então chamei o grupo para que nos reuníssemos ali. Tudo parecia em ordem; víamos morcegos no topo da caverna, nada de diferente, se não fosse pelo barulho do grupo se reagrupando. Aquilo chamou a atenção daqueles morcegos, ou melhor, stirges – uma mistura de morcego e mosquito, com um apetite insaciável por sangue.
Eles voaram até mim e grudaram em minha pele para sugar meu sangue. Não pensei duas vezes: a mesma tocha que me dava visão queimou rapidamente o stirge grudado em mim, e nossas espadas e tochas mataram o resto. Aquela mordida ia deixar uma marca, mas havíamos vencido novamente. A aventura nunca é tão simples quanto os bardos cantam, mas sempre há uma nova cicatriz para contar a história.

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