Entre o Fogo e a Névoa

Entre o Fogo e a Névoa

Entramos na cidade em chamas, nosso grupo formado por um humano em armadura – o paladino, cuja presença imponente inspirava confiança –, um arqueiro elfo de movimentos graciosos e precisos, uma hobbit coberta de cogumelos (sim, cogumelos!) e outra hobbit com um sorriso esperto que parecia saber mais do que deixava transparecer. Juntos, avançamos pelas ruas de Ninho Verde, onde o fogo e a fumaça criavam um cenário de pesadelo.

Logo nos deparamos com um grupo de kobolds. Metade deles foi rapidamente derrotada pelas nossas armas, enquanto a outra metade fugiu enquanto eu gritava, a cada estocada mortal, que carregava a “espada da morte”. Acredito que minha performance foi convincente o suficiente para fazê-los correr – ou talvez tenham sido os gritos histéricos da hobbit dos cogumelos.

Enquanto avançávamos, encontramos panfletos espalhados e pregados por toda parte. Peguei um e examinei: havia cinco cabeças draconianas dispostas em um círculo, com a frase “Eles acenderão”. O que isso significava? Não tivemos tempo para refletir, pois logo encontramos um grupo de civis desesperados, precisando de ajuda. Decidimos levá-los até o forte da cidade, onde poderiam estar seguros.

No caminho, fomos surpreendidos por um pequeno grupo de kobolds tentando invadir o forte enquanto os guardas fechavam o portão. A batalha foi rápida e intensa. Não apenas matamos vários kobolds, mas também conseguimos escoltar os civis para dentro do forte. Fiquei do lado de fora até o último momento, ao lado do paladino, garantindo que todos estivessem a salvo antes de entrarmos.

Dentro do forte, finalmente nos encontramos com o prefeito Nighthill. Ele parecia exausto, mas determinado, e suas primeiras palavras foram: “Precisamos de toda a ajuda possível.”

Imediatamente, percebi que algo muito maior estava acontecendo. Os kobolds, os panfletos, as chamas que consumiam a cidade… Tudo parecia estar conectado de alguma forma. Minhas suspeitas foram confirmadas pelo paladino e pelo próprio prefeito: aquilo estava ligado ao culto de Tiamat, a Rainha dos Dragões. Os kobolds eram apenas peças em um jogo muito maior, e os panfletos com as cabeças draconianas eram um aviso – ou uma ameaça – do que estava por vir.

Sabia que não podíamos perder tempo – precisávamos agir com celeridade, ou Ninho Verde não sobreviveria à noite.


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