Categoria: Diário de Mira Nocturna


  • A estrada continuava a nos guiar, e as palavras do Cervo-Rei sobre o “castelo no céu” ainda ecoavam em minha mente. Alguns dias depois de deixarmos o rio de ouro para trás, o horizonte nos presenteou com uma visão que gelou o sangue de todos nós. No meio de montanhas escarpadas, surgiu um castelo sinistro,…

  • Continuamos nossa viagem, e por um tempo, a estrada se estendeu em uma calmaria quase tediosa. Apenas as melodias de Oyn e as minhas, Oleana, quebravam o silêncio, tecendo uma tapeçaria sonora que tentava afastar a monotonia. Uma coisa, porém, ainda me incomodava: a necessidade de manter distância de Heitor e Allan, para não levantar…

  • A cidade, com suas vielas e cantos escuros, era um palco perfeito para segredos. Armyn, com sua discrição élfica, reuniu-nos em um local afastado, longe dos olhares curiosos que poderiam nos delatar. A sensação de estar à beira de uma descoberta, de poder ser pega, me dava um arrepio que eu, Mira Nocturna, adorava. Era…

  • Saí do quarto, a adrenalina ainda pulsando em minhas veias, mas com a mente já voltada para o próximo passo. Precisava encontrar o restante do grupo, sincronizar nossas descobertas e avançar. Desci as escadas e, logo na base, encontrei Sofia, que me aguardava com um brilho nos olhos. Ela me fez um sinal discreto, apontando…

  • A estrada, por mais que nos acostumemos a ela, sempre nos reserva surpresas. E, para minha sorte, a monotonia dos dias de viagem foi quebrada pela promessa de uma taverna. A próxima cidadezinha, um aglomerado de casas e cheiros que prometiam um descanso merecido, surgiu no horizonte como um oásis. A ideia de uma cama…

  • A jornada continuava, e com ela, a certeza de que a estrada nunca é um mar de rosas. Sempre haveria preocupações, e a primeira delas não tardou a aparecer, vinda de onde menos esperávamos: de dentro da nossa própria caravana. O rico comerciante, Nyerhite, um homem cujo nome agora se gravava em minha mente com…

  • Os primeiros dias de viagem foram um misto de monotonia e expectativa. A caravana se estendia pela estrada, um rio lento de carroças e pessoas, e, para minha surpresa, nada de extraordinário aconteceu. Seria uma viagem tranquila, afinal? Usei esse tempo para observar, para tentar decifrar as almas por trás dos rostos cansados e das…

  • A manhã nos Portões de Baldur trouxe consigo o burburinho familiar da cidade portuária, mas, para nós, o chamado era outro. Leosin e Ontharr haviam traçado o plano, e agora era hora de nos misturarmos, de nos tornarmos sombras entre as sombras, ou melhor, mercenários entre os mercenários. Nosso destino: seguir as caravanas do culto…

  • A manhã seguinte nos encontrou a bordo de um navio, com o cheiro salgado do mar substituindo a poeira da estrada. Navegamos por dias, uma sucessão de amanheceres e entardeceres que se fundiam em uma tapeçaria de tempo. Enquanto alguns de nós se dedicavam a desvendar os segredos de nossos novos itens, eu me dividi…

  • A festa de Elturel ainda ecoava pelas ruas, mas para nós, a melodia agora era outra: a da urgência. Com o sol se pondo e as luzes da cidade acendendo, nos dirigimos à taverna, não para mais jogos, mas para a conversa séria que Ontharr havia prometido. Fomos direcionados a uma sala reservada, e ao…