Eu estava viva, porém, bastante machucada, e agora, sem mais poções para me ajudar. Não era hora para correr riscos; agora era hora de caminhar com cautela e arco nas mãos. O grupo se reuniu na borda do platô, e olhavam para baixo, em direção à área mais profunda da caverna. Juntei-me a eles e olhei para baixo.

No meio da escuridão, víamos um lago, escuro, e no seu centro, o que pareciam ser baús de um tesouro deixado para trás pelos cultistas. Tantos baús que alguém poderia se aposentar só de olhar. Era hora de verificar, mas este lago, de uma água escura e imóvel, ainda parecia sinistro.

O grupo decidiu verificar. Eu, Armyn e Seraphina ficamos para trás, de arco na mão, prontos para dar suporte, enquanto Hector e Arkain desceram. Arkain jogou pedras luminosas no lago; a ideia era verificar a existência de qualquer ameaça debaixo das águas. Eu já estava esperando que essas pedras mostrassem sombras de grandes garras sob as águas, mas não. Elas desceram sem tocar em nada até que seu brilho se perdesse nas sombras.

Arkain decidiu arriscar. Usando a escada de madeira que usamos para subir no platô, ele fez uma ponte até o centro do lago, onde os baús estavam. Ele começou a abrir os baús. Estes estavam forrados de roupas velhas, sujas e fedidas, sem nenhum valor aparente. Mas antes que pudesse abrir todos os baús, a superfície das águas tremeu. De dentro das águas, trogloditas pálidos saíram, com seus olhos sem vida e garras afiadas. Eles cercaram Arkain e se colocaram entre ele e Hector.

Não tínhamos tempo para estratégia; tudo que podíamos fazer era usar poder bruto contra eles. Flechas choveram do topo ao mesmo tempo que Hector brandia sua espada na borda do lago e Arkain usava sua magia mais para se proteger do que para realmente atacar, criando barreiras e explosões defensivas. Os trogloditas não eram de todo burros, e atacaram a escada. Eles sabiam que sem ela Arkain estaria preso. Mas o tempo que gastaram nos deu a pequena vantagem que precisávamos; fizemos chover sobre eles flechas.

Um a um eles caíram, mas isso nos custou muito. Não éramos mais aventureiros, mas praticamente um grupo de farrapos, todos machucados, e com poucas poções de cura. Eu mesma, sem nenhuma. Vencemos esta batalha, mas o prêmio deixava um gosto amargo: apenas roupas, nada de valor. Pelo menos eliminamos o mal ali, mas ainda não havíamos saído da caverna. Pedi a Tymora que nos protegesse.


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *